Com o objetivo de informar, educar e conscientizar a população sobre a gravidade dos problemas relacionados ao meio ambiente, a Terraço Teatro apresenta sua mais nova produção: “Entrando numa suja”. Um musical infanto-juvenil que pode (e deve) também ser assistido por adultos. Com direção geral de Marina Elias e direção musical de Daniel Dalberto, a peça conta a historia de Mariana, que intrigada com a falta d’água em sua casa decide entrar pelo cano para descobrir o que está acontecendo. Começa assim uma grande viagem a esse mundo fantástico cheio de personagens divertidos que guiarão nossa pequena aventureira pelos caminhos da cidadania e da educação ambiental.
A peça conta com alguns momentos de improviso, nos quais o publico é convidado a interferir diretamente no destino das personagens,e para tanto, a companhia se utiliza de recursos do Match de Improvisação, jogo criado em 1977 no Canadá e hoje praticado em diversos países da Europa e America Latina.
Projeto aprovado Patrocínio
PROJETO SE TOC
Espetáculo "ERA... UMA VEZ?" - Uma fábula obsessivo-compulsiva de "O mito de Sísifo"
Imaginar o homem como marionete de si mesmo, dependente de rituais que o autorizam a dar o próximo passo, nos levou à “O Mito de Sísifo”, texto do filósofo argelino Albert Camus, datado de 1942. Nele, o autor toma como ponto de partida a incessante tarefa do mortal Sísifo, condenado eternamente a empurrar sem descanso um rochedo até o alto de uma montanha, de onde esta sempre deslizará ladeira abaixo. Absurdo e consciência transitam tênues ao longo do percurso desse herói que emprestamos para espelhar a lógica torta do transtorno obsessivo-compulsivo e seus espectros. Teatro, canto e dança se unem - na verdade nunca se separaram - para dar o tom desta fábula contemporânea, embalada pela generosa e competente trilha do Trio Mas Non Troppo.
O público é convidado a estar no palco, dividindo o espaço cênico com os intérpretes, como cúmplices de um caleidoscópio errante que se multiplica em diversos rituais de passagem - em portas de percepção ao longo dos dias na vida desses personagens em estreita aproximação com o mito-homem camusiano - na constante exploração de uma fronteira extrema para que se comece de fato a viver. O ‘contágio’ inevitável com os atores-portadores defronta o espectador com o estreito limite entre o humano e o mito, entre o patológico e o poético, costurados com a linha mestra da criatividade.
Jornalista, escritor, editor literário, filósofo e homem de teatro, Camus disse certa vez que “felicidade era fazer a vida coincidir com as idéias”. Em nosso transtorno criativo, são suas idéias que nos dirigem ao encontro da reinvenção do texto, como se ele estivesse na coxia a nos sussurrar para que começássemos tudo outra vez.
Assista ao clip do espetáculo:
"ALMA DE PAPEL" - Fruto da pesquisa de mestrado de Marina Elias
Pensar que por um segundo, por uma decisão tomada na última hora, somos capazes de mudar o curso da nossa vida, e desviá-la para um caminho que jamais pensamos seguir... ‘Alma de Papel’ é uma sucessão de situações aparentemente cotidianas, porém decisivas e marcantes que acontecem em nossas vidas. A peça trata de eventos simultâneos que ocorrem com pessoas que ainda não se conhecem, mas que inevitavelmente terão suas vidas entrelaçadas por determinados acontecimentos. Um gesto, uma palavra, podem mudar o rumo de nossa vida.
Mesmo reconhecendo nossa impotência diante de alguns fatos, sabemos que podemos assumir o controle de nossas vidas, tomando decisões, e crendo que somente nós mesmos temos o poder de realizar nossos sonhos e desejos, e assim traçarmos o nosso destino. Cada um pode ser o profeta de sua própria história.